Vanderley Luxemburgo passará por pior desafio de sua profissão
Ser técnico de futebol não é tarefa pra qualquer um. E essa tarefa se torna mais árdua quando se treina uma grande equipe, com grandes jogadores, e o resultado insiste em ser negativo, colecionando derrotas. Esse tem sido o atual pesadelo de Vanderley Luxemburgo, atual treinador da equipe do Atlético Mineiro.
Mas, afinal, qual é a real participação do treinador numa equipe de futebol?
Muitos analistas de futebol garantem que a participação do treinador no resultado é grande. Minha análise é contrária a essa opinião. A meu ver, o treinador, seja ele qual for, tem uma pequena participação no sucesso de um time de futebol. Analisando em percentual, eu diria que sua fatia de interferência no time gira em torno de 30%.
Quando contratado, a expectativa normal é de que o técnico indique o elenco no qual ele montará seu time ideal. Em alguns times, principalmente naquelas equipes a beira da falência, sem grana, o profissional tem de se virar e fazer mágica. Com poucos recursos para trazer jogadores, essas equipes costumam disponibilizar o elenco que já encontra-se montado, sem outra opção para o treinador. Nesse caso, a cobrança é até suave pois não deram ao técnico a oportunidade de montar sua equipe desejada.
Pois bem. Esse não é o caso do Atlético Mineiro. O presidente Alexandre Kalil cumpriu sua promessa e trouxe um técnico de ponta, Vanderley Luxemburgo, tão querido Brasil afora. Além de Luxemburgo e sua equipe, Kalil disponibilizou para o novo ”professor” toda estrutura e ainda investiu pesado na busca de reforços da altura da comissão técnica. Brigou por jogadores em condições de igualdade com grandes times. Montou uma equipe invejável. Fez um grande plantel, visando o campeonato brasileiro de 2010 e, conforme projeto, conquistar o ano de 2011. Mas nada disso surtiu efeito.
Luxemburgo tem a mais difícil missão desde sua estréia como treinador de futebol: reverter a situação e fazer o time do Galo jogar o futebol que a torcida quer ver, compatível com a grandeza e o investimento no elenco. Nesse ponto, concordo que a mão do treinador é a única ferramenta disponível para mudar a atual situação alvinegra. Essa é a hora de o treinador provar a que veio. É a hora de chamar para si a responsabilidade e cobrar mais raça e comprometimento por parte dos comandados. Não dá mais para esperar. A situação é delicada.
Lembremos de um detalhe: Vanderley Luxemburgo foi demitido do Santos justamente por não conseguir fazer a equipe jogar. Logo após sua saída, Dorival Júnior trouxe alegria aos “meninos da Vila” e hoje comanda o melhor time atuante no Brasil.
Não quero a saída de Luxemburgo. Ainda temos condições de sair dessa situação crítica e permanecer flutuando no meio da tabela do brasileirão. Não acredito em título. Falar em rebaixamento agora, na 13ª rodada, é pessimismo demais. O certo é que nosso comandante está numa corda bamba. Todos sabemos do pavio curto de Kalil. Algumas derrotas pela frente poderá significar twittada do presidente comunicando a demissão do treinador. Mas, que fique claro: Luxa merece mais confiança para agrupar os jogadores e fazer um time compacto e entrosado.
A situação é crítica, nada fácil para um treinador de futebol, mas desejo sorte para o professor Luxemburgo e, consequentemente, sorte para nosso Clube Atlético Mineiro.
Confiança é a palavra da semana.
Léo Palhares



[...] de “Fora Rogério” há dias proclamados pela nação rubro-negra, a torcida homenageou Wanderley Luxemburgo (por enquanto, no Galo) com um letreiro branco contendo seu apelido [...]
Léo,
sou solidário aos atleticanos, pois o meu mengão também está desabando, mas no nosso caso não temos um treinador com a experiência do Luxemburgo e nem um plantel gabaritado…
abraços.